Fui ( E Serei Sempre ) Escoteira - Clothes Up

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Fui ( E Serei Sempre ) Escoteira

Num dia como o de hoje não podia deixar o meu lado de escoteira passar em branco!

É verdade que nunca falei aqui do facto de ter sido escoteira mas, agora que comecei a fazer posts mais pessoais, achei que o dia de hoje era o mais indicado.
E para quem se pergunta porquê... Hoje é dia 22 de Fevereiro, dia de Baden Powell, o fundador dos escoteiros.

Escoteira

Começando pelo início. Existem vários tipos de escoteiros:
- Os católicos, que pertencem ao Corpo Nacional de Escutas, são chamados de escuteiros (com "u"), vestem um uniforme com calções e meias azuis e os lenços que têm ao pescoço identificam as divisões a que pertencem e não o grupo/agrupamento.
- Os que vestem calções castanhos são escoteiros (com "o"), pertencem à Associação dos Escoteiros de Portugal e os lenços servem para identificar o grupo a que pertencem, sendo que cada grupo tem um lenço único e os seus elementos mantêm-no em qualquer divisão que estejam.
- Etc... (não vale a pena entrar em pormenores que não conheço tão bem)

Eu entrei para os escoteiros com 5 anos. Havia um grupo perto de casa da minha avó e os meus pais decidiram que havia de ser uma boa ideia. Entrei com a minha prima mais velha e, com o passar dos anos a minha irmã e os meus primos mais novos também entraram.
O grupo era em Santos-o-Velho e, como todos os outros, identificado pelo número. 83!

Escoteira

Quando entrei fiquei na Alcateia, o normal para a idade... Tive imensa dificuldade em arranjar um nome de animal para me identificar. É que para além da falta de imaginação, os que gostava estavam ocupados. Depois alguém sugeriu abelha e lá ficou.

Vocês nem imaginam a alegria que era sair de casa todos os sábados à tarde para ir para os escoteiros. Mesmo que não tivéssemos nenhuma actividade especial eu gostava daquilo...
É óbvio que era sempre mais giro quando tínhamos acampamentos, pedy papers pela cidade ou outros encontros. Mas também quem é que não gosta de fazer coisas diferentes?

Escoteira

Na alcateia, uma das coisas mais marcantes para mim foi, sem dúvida, receber o lenço. Para o conseguirmos tínhamos de fazer todas as provas da caderneta e senti-me mesmo orgulhosa quando o recebi!

Mais tarde, passei para a Tribo Junior, que entretanto mudou de nome. Já éramos mais crescidos e, por isso já tínhamos mais liberdade.
Como víamos as coisas de outra forma, aproveitávamos muito mais quando nos juntávamos com grupos de outras cidades.

Acabei por sair dos escoteiros com 14 anos, mas fui lá visitar várias vezes depois disso.
E acreditem, por mais que as pessoas tenham um estigma contra o escotismo, eu vi lá uma maneira de conhecer pessoas e lugares e de aprender coisas que, de outra forma, provavelmente não aprenderia.
Podem pensar "de que é que serve dar uns nós enquanto se grita de que grupo se é?" ou "em que é que montar uma tenda é importante para o meu futuro?", mas a verdade é que aprendi muito mais que isso!

A união entre as pessoas é extraordinária. Pelo menos ali, nós éramos como família. Os mais velhos ajudavam e protegiam os mais novos e os mais novos iam ganhando responsabilidades e aprendendo técnicas de sobrevivência (não só na floresta, como se pensa) bem como bases de civismo e cidadania.

Está bem que, em como qualquer família, há sempre conflitos e o grupo perdeu muita gente por causa disso, tendo acabado mesmo por deixar de existir... Mas ainda hoje, quem por lá passou guarda as experiências com grande carinho!

Escoteira

As noites à volta da fogueira, as músicas e danças animadas e os amigos que se fizeram nunca mais se esquecem!
E já imaginaram a felicidade que é uma criança passar uns dias longe dos pais rodeada de amigos a fazer o que gosta? Quem é que pode dizer que fez isso na sua infância?

Para quem é escoteiro: canhota amiga!
De Santos vês, o 83!

2 comentários:

  1. Sou Escuteira há oito anos e adorei saber que há alguém na blogosfera que partilhe da mesma paixão!

    Maggy

    www.atemarteevoltar.blogspot.pt

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    1. Pode até haver mais gente... Nós é que não sabemos!

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